Sudão do Sul, um país sem litoral no leste da África, celebrou sua independência do resto do Sudão recentemente, em 9 de julho. O novo país tem uma riqueza de vida selvagem, incluindo uma das migrações mais longas do mundo animal, que poderia ser uma bênção para sua economia.
A nação sobreviveu décadas de guerra, e vastas áreas de savanas e áreas úmidas permanecem em grande parte intactas.
Para ajudar a garantir que os animais do país continuem a ser um recurso espetacular, a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS, na sigla em inglês) tem colaborado com a gestão do Sudão do Sul para proteger as áreas e organizar o território do país.
O Sudão do Sul possui algumas das populações selvagens mais importantes na África: o Parque Nacional Boma, perto da fronteira com a Etiópia, o pantanal Sudd e o Parque Nacional do Sul, perto da fronteira com o Congo, são o lar de búbalus, cobos-comuns e topis ou damaliscos (espécies de antílope), búfalos, elefantes, girafas e leões.
A parte sudeste do país apoia a segunda maior migração da vida selvagem terrestre do mundo, de cerca de 1,3 milhões de animais como o cobo de orelha branca, tiang, cob-grande-dos-juncais e gazela-albonotata.
Hoje, a exploração de petróleo no Sudão do Sul é responsável por cerca de 98% das receitas da região. Os tesouros da fauna do país podem proporcionar uma oportunidade para uma economia diversificada, baseada em turismo “eco amigo”.
No vizinho Quênia, o turismo contribuiu com cerca de 1,41 bilhões de reais para a economia nacional em 2009. Na Tanzânia, o turismo foi responsável por cerca de 1,69 bilhões de reais no mesmo ano. Se bem gerida, as migrações animais do Sudão do Sul oferecem a oportunidade de criar uma próspera indústria de turismo na mais jovem nação do mundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário