terça-feira, 17 de maio de 2011

Professora transexual: educador não quer discutir homofobia.

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Nesta terça-feira, dia que marca a luta mundial de combate à homofobia, especialistas em educação apontam que os professores têm o desafio de discutir o combate ao preconceito no ambiente escolar. Para a transexual Marina Reidel, professora de artes e ética de um colégio público de Porto Alegre (RS) e mestranda em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o maior problema está relacionado à falta de interesse dos profissionais em discutir o tema. "Eu acho que há uma acomodação, os professores não querem se envolver com esses temas, eles dizem que isso não tem relação com a disciplina deles. Mas precisam entender que isso faz parte das nossas vidas, está nos meios de comunicação, na internet, basta procurar um especialista, uma ONG para levar essa discussão para a escola".
A pós-doutora em Cultura Visual e professora do Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jane Felipe, concorda que a escola deve dicutir o tema. "Os professores devem tratar da homofobia desde o começo, nas séries iniciais, para evitar que as crianças cresçam com o preconceito", diz a especialista.
Professora há 20 anos, Marina entende bem do assunto. Quando criança passou pelo mesmo preconceito que ainda está presente em muitas escolas brasileiras. "Desde pequena eu era agredida. Nas escolas que estudei, as equipes de direção não faziam nada para evitar que isso acontecesse, eram negligentes. Uma vez a direção disse que eu era diferente e que, por causa do meu jeitinho, os colegas me agrediam".

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